No domingo (26), a queda de um balão na Lagoa de Araruama, na altura da Ponta da Farinha, em Iguaba Grande, acendeu um importante alerta para os riscos e a ilegalidade dessa prática, ainda registrada em diferentes pontos da região.
De acordo com a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios é crime, sujeito a pena de detenção de um a três anos, além de multa. A legislação é clara ao classificar a conduta como perigosa, especialmente em áreas urbanas e de preservação ambiental.
Além das implicações legais, a soltura de balões representa uma grave ameaça ao meio ambiente. Ao cair, esses artefatos podem provocar incêndios em vegetação nativa, atingir residências, comprometer redes elétricas e causar a morte de animais. No caso da Lagoa de Araruama, um dos principais patrimônios naturais da região, o impacto pode ser ainda mais severo, afetando diretamente o equilíbrio do ecossistema local.
A secretaria de Meio Ambiente reforça que a atuação do poder público vai além da fiscalização, buscando também conscientizar a população sobre os riscos e consequências dessa prática.
“Soltar balões é crime e não pode ser tratado como tradição. Estamos falando de uma prática que coloca vidas em risco e pode causar danos ambientais irreversíveis. Nosso papel é fiscalizar, mas também educar e conscientizar a população para que atitudes como essa deixem de acontecer”, destacou o secretário Júnior Guimarães.
A orientação é para que a população não participe, não incentive e denuncie casos de soltura de balões aos órgãos competentes. A conscientização coletiva é fundamental para prevenir acidentes e preservar o meio ambiente.
A Prefeitura de Iguaba, por meio da secretaria de Meio Ambiente, segue atuando de forma integrada para proteger os recursos naturais e garantir a segurança da população, reforçando o compromisso com a educação ambiental e o cumprimento da legislação vigente.






