Uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificou o crescimento da presença de partidos de direita na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e na bancada do estado na Câmara dos Deputados ao longo das últimas duas décadas: de 52% para 67%.
O estudo é realizado pelo Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada (LAPPCOM), ligado ao Departamento de Ciência Política da UFRJ. A classificação considera indicadores utilizados pela ciência política e é atualizada conforme surgem novas siglas ou ocorrem mudanças no posicionamento dos partidos.
O levantamento analisou a composição das duas casas legislativas nas últimas cinco eleições e aponta não apenas o aumento da participação da direita, mas também mudanças dentro desse campo político. A pesquisa foi apresentada por Chico Regueira e Ana Luiza Guimarães, do RJ2.
Na Alerj, os dados mostram uma mudança gradual:
Em 2002, a composição apontada era:
– 52% direita
– 22% centro-esquerda
– 12% esquerda
– 5% centro
– 5% centro-direita
A partir de 2006, a direita passou a representar mais de 60% das cadeiras da Assembleia, enquanto os grupos classificados como centro-esquerda e esquerda perderam participação.
Em 2010, houve recuperação desses segmentos, mas a partir de 2014 a direita voltou a ampliar sua presença. Em 2018, a esquerda recuou novamente e o centro perdeu espaço.
Na legislatura eleita em 2022, a direita chegou a 67% e o Centro deixou de aparecer na classificação utilizada pelo estudo.






