São muitas as acirradas disputas travadas nos corredores da Assembleia Legislativa, nestes tempos de polarização PL x PSD. Mas, numa delas, ao menos, deu empate.
Cada um dos adversários ficou com um deputado importante na estratégia do ex-presidente Rodrigo Bacellar (União Brasil) no interior do estado — mais precisamente, no Norte Fluminense.
Nenhum parlamentar estadual era mais próximo a Bacellar do que Chico Machado. Era o fiel escudeiro do presidente não só na Assembleia Legislativa, mas também na grande Macaé.
Não era filiado ao União, mas nem precisava — do Solidariedade mesmo atuava como braço-direito do mandachuva do Largo da Carioca. Quando o homem foi preso, afastado e cassado, Chico balançou. Chegou a ensaiar uma aproximação com o PSD de Eduardo Paes.
Mas acabou assinando a filiação com o PL de Douglas Ruas.
Já Carla Machado, mesmo eleita pelo PT, era a mulher de confiança de Bacellar na região de São João da Barra. Eles já tinham caminhado juntos nas eleições de 2024, quando a hoje prefeita Carla Caputi (eleita vice de Carla Machado em 2020) disputou a reeleição pelo União.
Carla foi mais rápida em se bandear para o lado de Paes, assim que Bacellar saiu de cena. Na janela partidária, oficializou a mudança.
Filiou-se ao PSD — com direito a chamego e cafuné do presidente estadual do partido, o deputado federal Pedro Paulo. Neste fim de semana, comemorou o aniversário ao lado de ninguém menos que Eduardo Paes.
Na política , nada tão antigo quanto o ditado popular que reza “rei morto, rei posto”.
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