Nenhum curso de medicina no estado do Rio tira nota máxima no Enamed; quase metade sofrerá sanções por desempenho insatisfatório

Quase metade dos cursos de medicina avaliados no estado do Rio de Janeiro podem sofrer sanções do Ministério da Educação por tirarem notas baixas no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Das 22 graduações analisadas, dez receberam conceitos considerados insatisfatórios. Uma delas, da Universidade Estácio de Sá, em Angra dos Reis, obteve nota 1 — a mais baixa da avaliação — e está sujeita à suspensão de novas matrículas.

Os outros nove cursos, que receberam nota 2, deverão reduzir o número de vagas ofertadas e sofrer restrições ao Fies e a outros programas federais. Nenhuma das universidades avaliadas no Rio tirou a nota máxima no exame.

As medidas foram anunciadas pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante reunião com a imprensa na segunda-feira (19), ao comentar os resultados da avaliação nacional.

Prova com 100 questões agora é obrigatória para todos os concluintes de cursos de medicina

Criado pelo MEC em abril do ano passado, o Enamed substituiu o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) na avaliação dos cursos de medicina. A mudança ampliou o escopo da prova, que passou de 40 para 100 questões, e tornou o exame obrigatório para todos os estudantes concluintes da área. A partir de 2026, a avaliação também será aplicada aos alunos do 4º ano do curso.

O exame utiliza a escala do Enade, que vai de 1 a 5. As notas 1 e 2 são consideradas insatisfatórias e servem de base para a aplicação de sanções regulatórias pelo MEC.

Nenhum dos cursos de medicina do Rio atingiu a nota máxima

Entre os 22 cursos avaliados no estado, as universidades estaduais e federais se destacaram, com todos obtendo nota 4. Entre as privadas, apenas a Faculdade Souza Marques alcançou o mesmo desempenho.

Demais instituições privadas tiveram desempenho mediano e não estão sujeitas a sanções.

MEC reforça que sanções visam garantir qualidade do ensino

As instituições avaliadas terão prazo para apresentar defesa antes da aplicação das sanções. A medida busca assegurar que principalmente as instituições privadas que cobram mensalidades altas ofereçam cursos de medicina com padrão de qualidade adequado, protegendo a população atendida pelos futuros profissionais.

“Não é caça às bruxas, punição de ninguém. É garantir que instituições que cobram do aluno possam ofertar curso de qualidade nesse País”, afirmou o ministro Camilo Santana.

Compartilhar

WhatsApp
Facebook
Telegram
Email

Deixe um comentário

Theo Vieira
Pós graduado em História do Brasil pela Universidade Candido Mendes e Graduado em Comunicação Social, com habilitação para Jornalismo, pela Universidade Veiga de Almeida. Atua como jornalista e apresentador dos programas “Super Manhã” de Segunda a Sexta das 5h às 07h e o “Sabadão da Nossa Rádio”, todos os Sábados de 09h ao meio dia, pela Nossa Rádio FM.