Se o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) pretendia saborear a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que anulou sua condenação na Operação Chequinho — e planejava ter um 2026 de calmaria — o plano naufragou antes da Páscoa.
O balanço atualizado do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) mostra que ele decidiu brigar simultaneamente com o PIB, a turma da Segurança Pública, da Assembleia Legislativa e com o núcleo duro do Palácio Guanabara. No período de 1º de janeiro a 1º de abril de 2026, foram impetradas 19 ações judiciais — o que significa a média de um processo cível ou criminal a cada cinco dias.
Enquanto as cartas precatórias e mandados de intimação cruzam o estado, Garotinho vai se tornando o recordista de notificações neste início de ano. O novo rol de autores das ações criminais e cíveis parece escalado a dedo para testar os limites de qualquer defesa jurídica:
- Analine Castro: a ex-primeira-dama do estado entrou com uma ação por calúnia, injúria e difamação na 14ª Vara Criminal. O processo da esposa de Cláudio Castro eleva a temperatura política.
- André Esteves: o bilionário dono do BTG Pactual acionou a artilharia criminal. Quando o topo da pirâmide financeira da Faria Lima decide cobrar contas no Judiciário fluminense, o sinal já passou do amarelo.
- Maria Rosa Lo Duca Nebel: a titular da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) não se deu por satisfeita com uma única queixa e aparece em múltiplas frentes.
- Rodrigo Pimentel: o ex-capitão do Bope e nome por trás de franquia “Tropa de elite” garante ao embate tons de roteiro policial.
- Nelson Bacellar e Thiago Rangel: a oposição em Campos e na Assembleia Legislativa.
- Ainda engrossam a lista o agora ex-assessor do governador Fernando Cezar Hackme e o empresário Fernando Trabach.
Por Tempo Real





