Dívida bruta sobe para 78,8% do PIB em janeiro, diz BC

Aumentou 0,1 ponto percentual no mês; no governo Lula, alta foi de 7,1 pontos percentuais

A DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) atingiu 78,8% do PIB (Produto Interno Bruto) em janeiro, divulgou nesta 6ª feira (27.fev.2026) o BC (Banco Central) no relatório “Estatísticas Fiscais”.

O Banco Central informou que a relação dívida-PIB aumentou 0,1 ponto percentual em janeiro ante dezembro. No governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a alta foi de 7,1 pontos percentuais

Em valor, a dívida totalizou R$ 10,1 trilhões. O Banco Central disse que, em janeiro, os juros nominais apropriados aumentaram a dívida em 0,8 ponto percentual e compensaram os itens que provocaram a queda, como:

resgates líquidos da dívida (-0,2 ponto percentual); variação do PIB nominal (-0,4 ponto percentual); valorização cambial (-0,2 ponto percentual).

O setor público consolidado –formado por União, Estados, municípios e estatais– gastou R$ 63,6 bilhões com juros da dívida em janeiro. O valor subiu em relação ao mesmo período do ano passado, quando totalizou R$ 40,4 bilhões. No acumulado de 12 meses, a despesa com a rubrica atingiu R$ 1,031 trilhão, o maior valor nominal da série histórica, iniciada em 2002.

O Brasil gastou 8,05% do PIB com juros da dívida em 12 meses. Há 1 ano, em janeiro de 2025, o gasto anualizado com juros da dívida havia ido de 7,69% do PIB, ou R$ 910,9bilhões O resultado nominal –que inclui primário e os gastos com a dívida pública– foi de um superavit de R$ 40,1 bilhões em janeiro. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo somou R$ 1,086 trilhão, ou 8,49% do PIB. Havia sido de R$ 1,063 trilhão, ou 8,34% do PIB, em dezembro de 2025.
CONTAS PÚBLICAS O Banco Central divulga mensalmente os dados da necessidade de financiamento do setor público consolidado, que mede o quanto será preciso captar para cobrir um deficit. Ao registrar saldo negativo, o indicador mostra haver mais gastos do que arrecadação.

O resultado primário mostra se o governo gastou mais do que arrecadou, sem considerar os juros da dívida pública. Quando há superavit primário, significa que a receita com impostos, contribuições e outras fontes foi suficiente para cobrir as despesas correntes e os investimentos. Já o deficit primário indica que o governo precisou se endividar mesmo antes de pagar os juros.

O resultado nominal, por sua vez, engloba o resultado primário mais os gastos com juros da dívida pública. Reflete de forma mais ampla a situação das finanças públicas, pois mostra o impacto total da política fiscal sobre o endividamento do país. Assim, um governo pode ter superavit primário, mas ainda registrar deficit nominal se os juros forem muito elevados.

Por Poder 360

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Theo Vieira
Pós graduado em História do Brasil pela Universidade Candido Mendes e Graduado em Comunicação Social, com habilitação para Jornalismo, pela Universidade Veiga de Almeida. Atua como jornalista e apresentador dos programas “Super Manhã” de Segunda a Sexta das 5h às 07h e o “Sabadão da Nossa Rádio”, todos os Sábados de 09h ao meio dia, pela Nossa Rádio FM.