Os Royalties da desigualdade. Saquarema R$ 180 milhões, Araruama R$ 90 milhões e Cabo Frio, cidade maior que elas, somente R$ 27 milhões neste mês
Há muito tempo a distribuição e repartição dos royalties de petróleo deixaram de ser justas, pelo menos para Cabo Frio, porém, nos últimos anos isso ficou ainda pior, sem explicação plausível e sem transparência e ainda, gerando muitas dúvidas de quais critérios são utilizados para os cálculos milionários e bilionários para cidades pequenas e distantes, inclusive da bacia produtora do petróleo e gás.
O exemplo está nos municípios de Saquarema que recebeu neste mês R$ 180 milhões em royalties do petróleo e Araruama com a fortuna de R$ 90 milhões, enquanto Cabo Frio ficou com apenas míseros R$ 27 milhões.
Saquarema possui cerca de 90 mil habitantes e Araruama tem 130 mil, enquanto o município de Cabo Frio é a maior cidade da Região dos Lagos com cerca de 230 mil habitantes e recebendo bem menos que as cidades vizinhas.
Por que essa diferença absurda nos repasses dos royalties? Quem faz essa conta? Qual conta e cálculo real é feito?
Independente da aplicação do dinheiro dos royalties, o que naturalmente pode ser discutido, não é justo a cidade mais populosa como Cabo Frio, e com isso mais custosa, seja na máquina pública, seja nos serviços básicos essenciais à população, ou na falta deles, e ainda na aplicabilidade de projetos de infraestrutura e melhorias de forma sustentável a médio e longo prazo, é preciso discutir, cobrar, rever e tentar, dentro da lei, reverter essa perda que sim, é irreparável para Cabo Frio e os cabo-frienses, além de ser um direito pela equidade, transparência e mais igualdade, tudo o que não estamos tendo no momento!






