A segunda pesquisa Genial/Quaest sobre a sucessão estadual no Rio de Janeiro, divulgada na segunda-feira (27), também mediu quais são os principais problemas enfrentados pelo estado na avaliação dos eleitores. E o resultado mostra um consenso: a violência lidera com ampla vantagem entre todos os grupos políticos.
No levantamento geral, 60% dos entrevistados apontaram a violência como o maior problema do estado. Saúde e corrupção aparecem bem atrás, empatadas tecnicamente, com 12% e 11%, respectivamente.
Em comparação com levantamentos anteriores, a segurança pública continua isolada na liderança. Em fevereiro de 2025, a violência era citada por 71% dos entrevistados. O índice caiu para 58% em abril deste ano e agora oscila para 60% em julho, permanecendo muito acima dos demais temas.
Enquanto isso, a percepção sobre corrupção praticamente triplicou em relação à primeira pesquisa, passando de 4% em fevereiro de 2025 para 11% em abril, percentual que se manteve em julho.
Preocupação com a segurança domina entre todos os espectros políticos
O levantamento também cruzou as respostas com o posicionamento ideológico dos eleitores. Em todos os grupos, a violência aparece como principal preocupação.
O maior índice foi registrado entre os eleitores de direita não bolsonarista, onde 74% apontam a violência como o principal problema do estado. Em seguida aparecem os eleitores de esquerda não lulista (64%), os bolsonaristas (61%), os lulistas (60%) e os independentes (55%).
Embora haja consenso sobre a liderança da segurança pública, os temas que aparecem em seguida variam conforme o perfil político.
Entre os independentes, por exemplo, a saúde (17%) ganha mais peso do que entre os demais grupos. Já a corrupção registra seus maiores percentuais entre os eleitores de esquerda não lulista (14%), bolsonaristas (12%) e independentes (12%). Entre os lulistas, esse índice é de 11%, enquanto entre a direita não bolsonarista fica em 8%.
Questões como desemprego, economia, educação, pobreza, enchentes e infraestrutura aparecem com índices baixos, todos abaixo de 3% na maior parte dos segmentos pesquisados.
Como foi feita a pesquisa
A pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 1.200 pessoas, em entrevistas pessoais e presenciais, entre os dias 21 e 25 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Ela foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07670/2026 e RJ-02671/2026 no dia 21 de julho.
Por Tempo Real
