O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das Eleições 2026, não recebeu nenhum voto em 106 urnas eletrônicas espalhadas pelo Brasil, segundo levantamento publicado pela Revista Oeste. Nas mesmas seções eleitorais, o presidente reeleito conquistou quase 15 mil votos, conforme os dados apresentados na reportagem.
A informação chama atenção pela ausência completa de votos destinados ao candidato do Partido Liberal em determinadas seções eleitorais, principalmente em municípios das regiões Norte e Nordeste.
De acordo com o levantamento, os números foram identificados a partir de registros da apuração presidencial, que permitiram localizar urnas nas quais Lula recebeu votos e Flávio Bolsonaro terminou com zero.
A maior parte dessas urnas está concentrada em municípios do Norte e do Nordeste, regiões onde o presidente petista obteve resultados expressivos durante a disputa eleitoral.
Entre os estados mencionados estão Amazonas, Pará, Bahia, Ceará, Maranhão e Piauí, com ocorrências em diferentes municípios e localidades.
O levantamento apresenta exemplos de cidades onde foram identificadas seções eleitorais sem votos para Flávio Bolsonaro, demonstrando que a distribuição das intenções de voto pode variar significativamente entre diferentes regiões do país.
No Amazonas, a reportagem identificou urnas com votação zerada para o candidato do PL em municípios do interior do estado.
O mesmo padrão foi observado em localidades de outros estados das regiões Norte e Nordeste, onde Lula concentrou o apoio de parte expressiva do eleitorado.
A existência de uma urna com votação zerada para determinado candidato não significa, por si só, que houve irregularidade eleitoral.
Os resultados de cada seção dependem das escolhas dos eleitores que efetivamente compareceram para votar naquele local.
Assim, é possível que um candidato receba todos os votos válidos em uma seção, enquanto seu adversário não receba nenhum.
A análise desses números deve considerar fatores como o tamanho das seções, o perfil do eleitorado e a distribuição territorial dos votos.
O levantamento da Revista Oeste destaca que o fenômeno ocorreu em 106 urnas, mas esse número representa uma parcela pequena do conjunto de seções eleitorais utilizadas no país.
A apuração presidencial brasileira envolve centenas de milhares de urnas distribuídas por municípios de todas as regiões.
Dessa forma, os resultados registrados em determinadas localidades precisam ser analisados dentro do contexto geral da votação.
A reportagem também aponta que os casos de votação zerada não ficaram restritos exclusivamente a uma única região, embora a maior concentração tenha ocorrido no Norte e no Nordeste.
A distribuição geográfica evidencia diferenças entre o desempenho dos candidatos em determinadas comunidades e o resultado nacional da eleição.
No segundo turno realizado no domingo (25), Lula foi reeleito presidente da República, após superar Flávio Bolsonaro e conquistar seu quarto mandato.
O resultado nacional divulgado após a totalização apontou 51,79% dos votos válidos para Lula, contra 48,21% para Flávio Bolsonaro.
A diferença representou aproximadamente 4,4 milhões de votos entre os dois candidatos.
O levantamento sobre as 106 urnas ganhou destaque em meio às discussões políticas que surgiram após a eleição, especialmente depois de Flávio Bolsonaro anunciar que pretende questionar judicialmente o resultado presidencial.
Entretanto, os números apresentados sobre essas seções não constituem, isoladamente, evidência de fraude ou manipulação de votos.
Para apontar qualquer irregularidade seria necessário apresentar elementos concretos que demonstrassem problemas na votação, no funcionamento dos equipamentos ou na totalização dos resultados.
O fato de um candidato não receber votos em uma urna pode decorrer simplesmente da distribuição das preferências eleitorais naquela seção.
A Justiça Eleitoral disponibiliza informações de apuração que permitem acompanhar os resultados e identificar o desempenho dos candidatos em diferentes localidades.
A reportagem da Revista Oeste chama atenção para a concentração de votos destinados a Lula em determinadas urnas, destacando o contraste com a ausência de votos para Flávio Bolsonaro nesses mesmos locais.
Os números também ajudam a ilustrar a diversidade do comportamento eleitoral brasileiro, no qual candidatos podem registrar desempenhos muito diferentes dependendo do estado, do município ou da seção analisada.
Após o segundo turno, Flávio Bolsonaro declarou que pretende recorrer à Justiça para contestar o resultado da eleição, enquanto o Partido Liberal reconheceu oficialmente a vitória presidencial de Lula, embora tenha solicitado esclarecimentos sobre questionamentos relacionados ao processo.
Até o momento, os dados apresentados no levantamento sobre as 106 urnas não demonstram, por si só, a existência de irregularidade eleitoral.
A eleição presidencial de 2026 foi encerrada com a vitória de Lula, e eventuais questionamentos deverão ser examinados pelas autoridades competentes, de acordo com a legislação eleitoral.
