Preso desde maio sob investigação da Polícia Federal por suspeitas de desvios na secretaria de estado de Educação, Thiago Rangel (Avante) renunciou seu mandato como deputado estadual na quarta-feira (12). A decisão foi comunicada ao plenário pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Guilherme Delaroli (PL), que leu a carta enviada pelo parlamentar.
Rangel estava afastado do mandato desde a prisão e decidiu abrir mão do cargo cerca de três meses depois de ser preso.
Na carta, datada de 10 de agosto, ele afirma que a renúncia é “livre e espontânea”, “irrevogável e irretratável”, e justifica a decisão pela necessidade de se dedicar integralmente à própria defesa no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
Com a leitura do documento em plenário, a Alerj deverá seguir os procedimentos previstos no Regimento Interno para formalizar a vacância do mandato e convocar um novo titular.
Investigação que prendeu Thiago Rangel mira contratos da Educação
A prisão de Thiago Rangel ocorreu no âmbito da quarta fase da Operação Unha e Carne, que cumpriu sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão no Rio, em Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de organização criminosa, peculato, fraude a licitação e lavagem de dinheiro relacionadas a contratos da secretaria de Educação. A PF apontou que parte dos recursos supostamente desviados teria sido direcionada para contas ligadas a uma rede de postos de combustíveis controlada pelo grupo investigado.
As investigações também apontaram que Rangel teria exercido influência sobre a estrutura da secretaria. Áudios encontrados pela PF mostram o deputado dando orientações sobre cargos e movimentações internas da pasta.
Por Tempo Real
