Mensagens encontradas no celular de Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, esposa de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, apontam que o rapper Oruam — filho do casal — foi a um ponto controlado por traficantes no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, para buscar dinheiro da chamada “caixinha” do pai, que é apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV).
O relato teria sido feito pelo próprio cantor à mãe e integra uma investigação da Polícia Civil do Rio sobre a suposta ligação da família com uma organização criminosa e a participação em um esquema de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
O relatório policial não especifica o valor que seria recebido pelo rapper nem identifica os traficantes responsáveis pela entrega do dinheiro.
Segundo a investigação, a “caixinha” seria alimentada por recursos arrecadados pelas lideranças do CV que atuam em comunidades dominadas pela facção. Parte desse dinheiro seria destinada a Marcinho VP e a integrantes da família, por meio de repasses diretos ou com a participação de intermediários.
De acordo com a Polícia Civil, mesmo preso há trinta anos, Marcinho VP continuaria exercendo influência sobre a administração financeira do CV, participando de decisões sobre a destinação de recursos da organização criminosa, despesas familiares e investimentos.
Ainda de acordo com as investigações, a arrecadação e a distribuição dos valores ficariam a cargo de integrantes da cúpula da facção, entre eles Edgar Alves de Andrade, o Doca; Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha; Luciano Martiniano da Silva, o Pezão; e Eduardo Fernandes de Oliveira, conhecido como 2D.
Doca está foragido há mais de um ano, desde a megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio. Ele é apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho.
Com informações do portal “Metrópoles”.
