A Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria de Educação, inaugurou três novos laboratórios inéditos de tecnologia e inovação do Programa Mais Ciência na Escola. As chamadas “Salas Maker” agora compõem a infraestrutura do Centro Educacional Municipal Profª. Marli Capp, da Escola Agrícola Municipal Nilo Batista e da Escola Municipal Professor Edilson Duarte, oferecendo aos estudantes equipamentos de robótica, informática, audiovisual, impressão 3D e modelagem a laser para ampliar o acesso à aprendizagem prática e científica.
A proposta, segundo o secretário de Educação, Alessandro Teixeira, é proporcionar múltiplas possibilidades de criação por meio da experimentação e da aprendizagem mão na massa, fortalecendo o protagonismo estudantil.
“Nós temos um orgulho imenso em anunciar essa entrega histórica para o município de Cabo Frio. Mais do que espaços físicos e equipamentos instalados, as Salas representam toda uma nova proposta de trabalho, uma cultura maker, que começa a ser empreendida dentro das nossas escolas. São ambientes preparados para que os alunos criem, experimentem, compartilhem conhecimento e transformem ideias em realidade. E o mais valioso desse projeto é que ele possibilita o protagonismo dos estudantes. São eles que operam, desenvolvem soluções e descobrem que também podem ensinar uns aos outros”, destacou.
Um dos destaques das Salas Maker são as impressoras 3D e as máquinas CNC, equipamentos automatizados utilizados para cortar, gravar e moldar materiais com alta precisão, que permitem a criação de protótipos e objetos personalizados, como chaveiros e jogos em MDF. Com auxílio da impressora 3D, os alunos também experimentam a criação de sólidos geométricos, como o Tamgram, dentre outras peças manipuláveis e materiais de uso pedagógico.
As salas integram as ações do projeto “Mão na massa e pé na rua: programa interdisciplinar de integração científica, inclusão tecnológica e prática cidadã entre o ensino básico e o ensino superior” do programa Mais Ciência na Escola, coordenado pela Universidade Federal Fluminense, em parceria com a Fundação Cecierj, o Instituto Federal Fluminense (IFF), o Instituto Federal do Rio de Janeiro e a Universidade Estadual do Norte Fluminense.
Professor titular do IFF, o coordenador dos laboratórios Maker na Região dos Lagos, Nei Cipriano, enalteceu o potencial de formação e transformação social das Salas. “Esse é um sonho realizado, um projeto pioneiro que agora está sendo concretizado graças aos alunos, às escolas e todas as instituições que abraçaram esse projeto. A Sala Maker é um espaço de criação e inclusão digital, onde os estudantes têm a oportunidade não só de aprender, mas de exercitar a criatividade, o trabalho em equipe e podem também desenvolver o empreendedorismo, abrindo portas para o futuro. Agradeço muito a todos os nossos colegas e parceiros da Secretaria de Educação de Cabo Frio, que também foram fundamentais nesse processo”, disse.
Durante a inauguração das Salas, os alunos apresentaram os equipamentos e realizaram demonstrações práticas dos projetos que já vêm sendo desenvolvidos. Na Escola Agrícola Municipal Nilo Batista, uma das unidades quilombolas da rede municipal, os estudantes apresentaram um projeto de construção virtual da própria unidade no universo Minecraft, desenvolvido com o apoio dos novos notebooks, além dos protótipos, como um robô com resposta a comando de voz e objetos produzidos a partir de recicláveis, como óculos de realidade virtual, câmara escura e caixa holográfica.
Cada sala conta com um professor bolsista, responsável pelo acompanhamento pedagógico, e dez alunos bolsistas, que atuam no apoio às atividades, organização do espaço e acompanhamento dos projetos. Rafaela Marques, aluna do nono ano da Escola M. A. Nilo Batista, é uma das estudantes bolsistas. “Participar da Sala Maker tem sido uma experiência maravilhosa para todos nós. A gente fica eufórico a cada projeto, tem sido incrível trabalhar nessas criações. Com as impressões 3D, por exemplo, já fizemos canecas, jogo da forca e até uma ocarina. É muito divertido”, destacou a jovem de 14 anos.
Na Escola M. Prof. Edilson Duarte, os alunos produziram foguetes com garrafas PET, utilizando sistema de propulsão a ar pressurizado, unindo conceitos de física e sustentabilidade. Além dos computadores e notebooks, todos os espaços contam com projetores e componentes eletrônicos, além de kits para produção de podcast e captação audiovisual. “O que eu acho mais legal é porque aqui a gente aprende fazendo. A gente tem muitos materiais para usar e para aprender diferentes coisas, como robótica, programação e impressão. Eu me sinto muito privilegiada”, destacou Ana Júlia Soares, aluna bolsista da unidade.
Além das escolas contempladas, outras unidades da rede também poderão participar das atividades por meio de visitas e ações planejadas em conjunto. Os espaços permitem que professores desenvolvam oficinas, projetos interdisciplinares e atividades práticas relacionadas aos conteúdos trabalhados em sala de aula.
