Conselho cobra ações urgentes para manter padrão da Bandeira Azul no Peró

A execução de uma série de medidas voltadas à conservação ambiental e à melhoria da infraestrutura da Praia do Peró foi cobrada na terça-feira (23), durante reunião do Conselho Gestor do Programa Bandeira Azul, em Cabo Frio. Parte das demandas foi apontada na visita técnica anual da coordenação nacional da Bandeira Azul; outras foram apresentadas por moradores, comerciantes, pescadores, esportistas e representantes da sociedade civil.
Durante a visita técnica, foram feitas observações sobre a limpeza da praia, especialmente em relação aos restos de coco e ao microlixo. Também foi reforçada a necessidade da implantação de um ecoponto para descarte de resíduos recicláveis, exigência prevista para todas as praias certificadas pelo Programa Bandeira Azul.
A coordenadora local do programa, Luísa Reith, informou que a Escola Municipal Evaldo Salles adquiriu uma ecopeneira que será utilizada em ações educativas e experiências de coleta de microlixo. Já os comerciantes manifestaram preocupação com a eficiência da coleta de resíduos durante a alta temporada.
Os integrantes do Conselho Gestor também reforçaram o pedido da coordenação nacional para a recuperação integral da rampa de acesso à praia, utilizada principalmente por pessoas com deficiência e em operações de socorro. Segundo os conselheiros, diversos ofícios já foram encaminhados à Comsercaf e à Secretaria Municipal de Serviços Públicos, sem que o problema tenha sido solucionado.
— É inadmissível esse jogo de empurra para a execução de um serviço tão simples e tão importante. Nós e os Amigos do Peró vamos reforçar mais uma vez esse pedido aos responsáveis — afirmou Anderson Akel, representante da ACETUR, entidade que reúne comerciantes do bairro.
Presentes à reunião, os pescadores artesanais do Peró também reclamaram da falta de apoio do poder público. Eles destacaram que exercem a atividade há décadas na praia, fazem parte da cultura local e, apesar disso, não contam sequer com um espaço adequado para comercializar o pescado nem com lixeiras para o descarte correto das vísceras dos peixes. Segundo eles, a pesca artesanal é uma importante atividade econômica e também um atrativo turístico.
Outro tema debatido foi a deficiência da sinalização turística e a ausência de placas proibindo o tráfego de veículos na orla. A falta de orientação aos motoristas tem gerado conflitos em uma área destinada prioritariamente a pedestres e ciclistas. Moradores também relataram problemas na iluminação pública e informaram que as placas de sinalização já estão prontas, aguardando apenas a instalação por parte do setor responsável pela mobilidade urbana.
Os jovens participantes da reunião reivindicaram ainda a criação de áreas específicas para a prática de futebol, altinha e futevôlei no trecho urbano da praia. Moradores lembraram que o pergolado de madeira localizado em um dos acessos ao Peró sofreu um desabamento parcial e aguarda reparos há vários meses.
— O piso do calçadão precisa de manutenção urgente para evitar acidentes. Também é necessário reforçar a fiscalização para impedir a circulação de veículos na orla, um espaço que deve ser preservado para pedestres e ciclistas — destacou o biólogo e ciclista Átila Balbino.

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O jornalista Juarez Volotão apresenta o Programa “Falando Francamente Com Você”, de segunda a sexta, às 7h e 30 na Nossa Rádio 102,5 FM e também escreve para O Dia Búzios.