Cabo Frio está dando mais um passo no planejamento de ações voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas globais. Na quarta-feira (19), será realizada a 1ª Oficina Participativa do Plano Local de Ação Climática (PLAC) do município, com o objetivo de viabilizar o diagnóstico climático de Cabo Frio e, a partir daí, identificar as principais vulnerabilidades do território e os impactos relacionados às mudanças do clima local. A ação, que reunirá especialistas da área e representantes do poder público e da sociedade civil, acontecerá das 14h às 18h, no Paradiso Corporate Eventos, localizado no bairro Braga. O evento tem participação restrita, não sendo aberto ao público em geral.
O município de Cabo Frio está entre os 34 municípios prioritários do Estado do Rio de Janeiro contemplados pela iniciativa de elaboração dos Planos Locais de Ação Climática. A construção do PLAC é conduzida pela Prefeitura de Cabo Frio, em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS), o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e o ICLEI América do Sul, uma rede global ativa em mais de 125 países, comprometida com o desenvolvimento urbano sustentável e que atua como parceiro implementador da iniciativa.
Durante o encontro, serão discutidos cenários já percebidos no município e situações que podem se intensificar nos próximos anos. A meta é que o PLAC funcione como um instrumento de planejamento para orientar o município diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, por meio do fortalecimento da capacidade dos municípios de enfrentarem riscos e vulnerabilidades, estabelecerem prioridades e desenvolverem estratégias de adaptação das transformações previstas para um futuro próximo.
Segundo o Secretário de Meio Ambiente, Clima e Saneamento, Jailton Nogueira, o PLAC prevê uma construção participativa, envolvendo representantes de diversos segmentos com conhecimento e atuação no município. Neste sentido, o governo municipal já vem trabalhando na construção de estratégias para enfrentar os impactos das mudanças climáticas no município, a partir de ações como a preservação dos recursos naturais e a construção de políticas públicas que considerem o clima como um fator essencial para o desenvolvimento territorial:
“Implantamos uma secretaria que tem em sua nomenclatura o fator clima pois sabemos que eventos extremos, como chuvas intensas, elevação do nível do mar, períodos de estiagem e ondas de calor, podem trazer consequências para a população, para a infraestrutura urbana e para os nossos ecossistemas. Por isso, desde o início da gestão, temos trabalhado buscando antecipar esses desafios, planejando ações que aumentem a capacidade de adaptação de Cabo Frio e contribuam para a redução dos impactos ambientais e sociais. A ideia é que Cabo Frio esteja cada vez mais preparado para os desafios do presente e do futuro, promovendo um desenvolvimento mais sustentável, resiliente e alinhado às necessidades da nossa população e à proteção do meio ambiente”, disse ele.
As informações e contribuições levantadas durante a oficina irão subsidiar o diagnóstico e as etapas seguintes de elaboração do Plano Local de Ação Climática (PLAC), contribuindo para a definição de prioridades e para o desenvolvimento de estratégias e ações adequadas às características e necessidades de Cabo Frio.
