A defesa do deputado federal Ricardo Abrão (PSDB-RJ) apresentou um novo recurso ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), no sábado (17), para tentar reverter o indeferimento do registro de sua candidatura à reeleição em 2026. Os advogados contestam os fundamentos da decisão que indeferiu o registro e sustentam que não há provas suficientes de que o parlamentar tenha participado de uma organização criminosa armada ou utilizado ameaças e violência para influenciar eleitores.
No recurso, a defesa argumenta que os elementos reunidos no processo não demonstram que Ricardo Abrão integrasse uma estrutura criminosa, controlasse territórios ou se beneficiasse diretamente de um esquema de intimidação eleitoral. Os advogados também questionam a utilização de documentos de outras investigações para fundamentar a decisão e afirmam que o deputado não foi formalmente denunciado ou condenado pelos crimes mencionados.
O caso envolve uma investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024 em Nilópolis, na Baixada Fluminense, reduto eleitoral da família de Abrão.
A investigação tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF) e resultou em uma operação da PF realizada no início de setembro. Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na residência de Ricardo Abrão, em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.






