O senador Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná no primeiro turno das eleições de 2026, mantendo uma tradição do estado de definir a disputa pelo Palácio Iguaçu já na primeira votação. Desde 2010, todos os governadores eleitos no Paraná ultrapassaram 50% dos votos válidos e evitaram uma segunda rodada.
A última eleição estadual paranaense decidida em segundo turno ocorreu em 2006. Desde então, os vencedores conseguiram concentrar votos suficientes para alcançar a maioria necessária na primeira etapa. Neste ano, Moro enfrentou principalmente Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD), que disputaram o eleitorado contrário ao ex-juiz.
A candidatura de Moro contou com apoio direto de Flávio Bolsonaro (PL), que esteve no Paraná durante a campanha e gravou vídeos declarando sua preferência pelo senador. A aproximação reforçou a aliança política entre o ex-juiz e o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Moro também foi o candidato ao governo estadual que mais recebeu recursos do PL. Aproximadamente R$ 11 milhões foram destinados à campanha do senador pelo partido. A estrutura financeira e o apoio da legenda foram elementos importantes na disputa pelo governo paranaense.
Aos 54 anos, Sergio Moro nasceu em Maringá, no Paraná, onde se formou em Direito. Estudou na Universidade Federal do Paraná (UFPR), instituição na qual concluiu mestrado e doutorado e também atuou como professor. Nos Estados Unidos, fez curso de aperfeiçoamento em Harvard.
Moro ingressou na magistratura federal em 1996, aos 24 anos. No início dos anos 2000, participou de investigações relacionadas ao Caso Banestado, envolvendo doleiros e suspeitas de lavagem de dinheiro. A partir de 2012, auxiliou a então ministra Rosa Weber em processos relacionados ao mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF).
O nome de Moro ganhou projeção nacional a partir de 2014, quando passou a atuar como principal juiz dos processos da Operação Lava Jato em Curitiba. A atuação lhe rendeu admiradores e críticos e o colocou no centro do debate político nacional.
