O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, afirmou neste domingo (05/10) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode decidir, antes do segundo turno, sobre a validade dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos) e, com isso, alterar o cenário da disputa pelo governo do estado. Segundo ele, caso haja uma decisão, o TRE-RJ terá de cumprir as determinações da Corte.
“Tudo pode ocorrer. O tribunal poderá, sim, em três semanas, se entender e tiver pauta para colocar o processo, decidir. Aí o Tribunal do Rio de Janeiro será comunicado e nós tomaremos as providências que forem determinadas.”
Garotinho recebeu 272 mil votos, equivalentes a 3,17% dos votos válidos, mas a candidatura foi indeferida e os votos foram contabilizados sub judice. Até a última atualização, Douglas Ruas (PL) tinha 4,2 milhões de votos (49,31%), contra 3,6 milhões (42%) de Eduardo Paes (PSD).
Com a situação de Garotinho ainda pendente no TSE, o resultado definitivo do primeiro turno permanece condicionado à decisão da Corte.
Na coletiva de encerramento do Centro de Divulgação das Eleições de 2026, Claudio de Mello Tavares reforçou que cabe ao TSE decidir se haverá ou não uma nova totalização dos votos.
“Depois da decisão do Tribunal Superior Eleitoral. É ele que vai decidir se fará retotalização ou não. Mas isso é uma questão que não compete ao presidente do TRE. Isso é o TSE”, finalizou.
*Segundo turno ainda depende da decisão*
Caso os votos de Garotinho sejam invalidados, Ruas, que terminou a apuração com 49,31% dos votos válidos, pode ser declarado vencedor no primeiro turno. Se os votos forem mantidos, a disputa segue para o segundo turno entre Ruas e Paes.
Questionado sobre a possibilidade de o TSE analisar o caso antes da votação do dia 25 de outubro, o presidente do TRE-RJ disse que não conhece o calendário da Corte, mas destacou que há tempo para uma eventual decisão.
