O Brasil aparece como o principal teste da guinada à direita que vem ocorrendo na América Latina desde o retorno de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos. Segundo o artigo de Jack Nicas, no The New York Times, as últimas sete eleições presidenciais da região — Colômbia, Chile, Honduras, Bolívia, Peru, Equador e Costa Rica — foram vencidas por candidatos de direita.
A mudança ocorre enquanto o governo Trump amplia a atuação dos Estados Unidos no continente, com tarifas, sanções, ações militares e pressão política. A estratégia é apresentada como uma versão mais agressiva da Doutrina Monroe, baseada na ideia de primazia americana sobre a América Latina.
O cenário também aproximou governos de direita da Casa Branca em torno do combate ao crime organizado. De acordo com o texto, esses governos apostam que a cooperação com Washington poderá ajudá-los a enfrentar a principal preocupação de seus eleitores: a segurança pública.






