A Justiça Eleitoral do Rio determinou a cassação dos diplomas do prefeito de Trajano de Moraes, Rildo Neves (PL), e do vice-prefeito, Hélio Luiz. A sentença é resultado de uma ação que os acusa de abuso de poder econômico e captação ilícita de votos nas eleições municipais de 2024.
A decisão não obriga o afastamento imediato dos cargos e ambos podem permanecer na prefeitura enquanto recorrem da decisão em instâncias superiores.
O juiz aplicou multa e declarou o prefeito inelegível por oito anos. Já o vice Hélio Luís, que também teve diploma cassado, escapou da inelegibilidade por falta de provas sobre sua participação direta nas irregularidades.
Além deles, Dudu Abrahão (PDT), que foi candidato a vereador em Trajano de Moraes em 2024, também ficou inelegível por oito anos e recebeu multa. Seus votos nas eleições municipais foram anulados, mas, como o candidato não foi eleito na ocasião, não devem exigir recontagem.
Políticos são acusados por Pix de R$ 1,5 mil para atrair votos em Trajano de Moraes
A investigação teve início após denúncia apresentada pelo ex-candidato a prefeito Matias Mendes (Cidadania), que perdeu para Rildo Neves na disputa. A acusação apontou o repasse de R$ 1,5 mil via Pix para a conta de uma candidata a vereadora, supostamente enviado por um aliado do prefeito, para atrair apoio político à chapa vencedora.
A Polícia Federal analisou áudios anexados ao processo e confirmou o envolvimento do prefeito e do vice na negociação. O Ministério Público Eleitoral emitiu parecer favorável à condenação.
Prefeito e vice vão recorrer
Apesar da sentença, a defesa dos políticos já divulgou, em nota, que vai entrar com recursos.
“Rildo Neves e Hélio Luís reforçam o seu compromisso com os seus cargos e, principalmente, com a população, permanecendo firmes e crentes de que a justiça será feita”, disse a equipe do prefeito de Trajano de Moraes.
A decisão foi proferida pela 51ª Zona Eleitoral de Conceição de Macabu, que já acionou o TRE-RJ para providências sobre novas eleições, embora a execução dependa dos desdobramentos judiciais do caso.
Por Tempo Real
