REGISTROS BARRADOS | A menos de três semanas do primeiro turno, mais de 1,2 mil candidaturas às eleições de 2026 tiveram o registro indeferido pela Justiça Eleitoral. Levantamento feito pelo portal g1, com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados até a noite de quarta-feira (16), mostra que a maior parte das decisões ainda pode ser modificada por meio de recursos.
Dos registros barrados, 888, cerca de 73% do total, ainda estão no prazo para recurso ou aguardam uma decisão definitiva. Outros 326 já tiveram o indeferimento confirmado sem possibilidade de nova contestação nessa etapa.
O número deve ser analisado em um cenário no qual praticamente todos os pedidos de candidatura já passaram pela Justiça Eleitoral. Na terça-feira (15), o TSE informou que 20.982 requerimentos, equivalentes a 99,02% do total, já haviam sido julgados. Naquele momento, 205 processos permaneciam pendentes.
Deputados concentram maior número de registros barrados
As disputas proporcionais respondem pela maior parcela dos indeferimentos. São 561 candidatos a deputado estadual e 494 a deputado federal nessa situação.
Também aparecem na relação 73 candidatos a primeiro ou segundo suplente de senador, 31 postulantes ao Senado, 24 a governador, 19 a vice-governador e nove a deputado distrital.
Na disputa pelo Palácio do Planalto, uma candidatura foi indeferida. Não há, até o momento, candidato a vice-presidente com registro nessa condição, embora exista um pedido de substituição ainda aguardando análise.
O caso presidencial é o de Pablo Marçal (PRTB). O TSE decidiu por unanimidade negar seu registro. Segundo a Corte, houve falta de comprovação de filiação ao PRTB dentro do prazo legal e também ausência de comprovação da condição de elegibilidade relativa à filiação partidária. Marçal também está inelegível até 2032 em decorrência de condenação anterior da Justiça Eleitoral.
