Coligação de Paes usa decisão do TSE contra Pablo Marçal para pedir bloqueio de verba e propaganda de Garotinho

A coligação de Eduardo Paes (PSD) na disputa pelo governo do estado do Rio de Janeiro voltou a pressionar o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) para barrar a campanha de Anthony Garotinho (Republicanos). Desta vez, o argumento é a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, na quinta-feira (20), proibiu o candidato à Presidência da República Pablo Marçal (PRTB) de acessar recursos públicos e de fazer propaganda eleitoral enquanto seu registro não é analisado.

Em uma nova petição apresentada nesta sexta-feira (21), a coligação anexou ao processo de candidatura de Garotinho a certidão do julgamento do TSE e uma notícia publicada pela própria Corte sobre a decisão. O objetivo é convencer o TRE-RJ a conceder uma liminar nos mesmos moldes contra o ex-governador.

A decisão do TSE foi unânime e determinou que Marçal fique impedido, até nova deliberação sobre o registro de candidatura, de acessar recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário. A Corte também proibiu o candidato de realizar propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, além de outros atos de campanha, incluindo debates.

Advogados de Paes sustentam que Garotinho está inelegível

ação de impugnação apresentada anteriormente pela coligação de Eduardo Paes sustenta que Garotinho está inelegível em razão da condenação por improbidade administrativa no caso envolvendo o projeto “Saúde em Movimento”. A decisão determinou a suspensão dos direitos políticos do ex-governador por oito anos, além do ressarcimento solidário de R$ 234,4 milhões aos cofres públicos.

O trânsito em julgado da condenação foi certificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em julho de 2025.

Na nova petição, os adversários do ex-governador afirmam que ele, assim como Marçal no processo analisado pelo TSE, estaria com os direitos políticos suspensos e, portanto, não poderia participar normalmente da campanha enquanto a Justiça Eleitoral não decidir definitivamente sobre seu registro.

A coligação afirma que a situação justificaria a adoção imediata das mesmas restrições impostas pelo TSE ao candidato à Presidência.

Coligação revela nova ação de Garotinho para tentar reverter condenação

Outro elemento novo apresentado pela coligação é uma ação rescisória movida por Garotinho no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Segundo a petição, o ex-governador ingressou na quinta-feira (20) com uma ação, em segredo de Justiça, para tentar reverter a condenação por improbidade administrativa e, consequentemente, afastar a suspensão dos direitos políticos.

A coligação afirma que a própria existência da ação demonstra que a suspensão dos direitos políticos continua em vigor. Os adversários chegam a classificar a iniciativa de Garotinho como uma “definitiva CONFISSÃO” de que ele está com os direitos políticos suspensos.

A coligação também pede que o TRE-RJ oficie a Presidência do TJRJ para obter uma cópia da ação rescisória e anexá-la ao processo eleitoral.

Por Tempo Real

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O jornalista Juarez Volotão apresenta o Programa “Falando Francamente Com Você”, de segunda a sexta, às 7h e 30 na Nossa Rádio 102,5 FM e também escreve para O Dia Búzios.