A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro se manifestou pela cassação do diploma do prefeito de Macaé, *Welberth Rezende (Cidadania-RJ)*, e do vice-prefeito *Fabiano Lima (MDB-RJ)*. O pedido está relacionado a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apura suposto abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação nas eleições municipais de 2024.
O parecer foi apresentado após recurso do diretório municipal do PDT de Macaé contra sentença que havia julgado improcedente a ação.
De acordo com a procuradora, os elementos reunidos no processo demonstrariam a utilização de estrutura e recursos públicos municipais para a formação de uma rede de veículos de mídia digital. O objetivo seria divulgar conteúdos favoráveis ao então candidato à reeleição e desfavoráveis a seus adversários.
Foram citados quatro veículos: *Notícia Macaé, Falla Macaé, Divulga Macaé e Mídia Imparcial Macaé*. Segundo o documento, durante o período eleitoral eles publicaram conteúdos considerados favoráveis a Welberth e contrários aos opositores.
Um dos pontos destacados é a suposta sincronia das publicações. A Procuradoria afirma que os veículos divulgaram simultaneamente ou em sequência conteúdos sobre a inelegibilidade do então candidato adversário *Aluízio dos Santos Júnior*, uma mesma pesquisa eleitoral favorável ao prefeito e um pronunciamento de Welberth relacionado ao envolvimento de familiares com o crime organizado.
O parecer também ressalta que os veículos não teriam noticiado a deflagração da *Operação Nova Capistrum*, da Polícia Federal, que investigava a infiltração de grupos criminosos na política de Macaé.
Para a Procuradoria, o conjunto dessas circunstâncias indicaria uma atuação coordenada, e não apenas a prestação regular de serviços de publicidade institucional.
As informações são da coluna de *Milenah Teixeira*, do portal _Metrópoles_






