MAIS SEGURANÇA NAS CICLOVIAS: NOVA LEI DA ALERJ AUTORIZA PLACAS DE SINALIZAÇÃO NA ORLA FLUMINENSE

Atravessar uma ciclovia na orla fluminense tem exigido cada vez mais atenção. Em meio ao fluxo constante de bicicletas e circulação de pedestres, um momento de distração pode ser suficiente para provocar acidentes. Para reforçar a segurança nesses espaços, a Lei nº 11.240/26, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), autoriza a instalação de placas de sinalização e advertência nessas vias destinadas aos ciclistas.

A medida autoriza o Poder Executivo Estadual, em cooperação com os órgãos municipais de trânsito, a implantar sinalização de advertência e demarcar faixas de travessia nos acessos às praias, seguindo as diretrizes previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e nas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A iniciativa busca ampliar a orientação aos usuários e contribuir para a prevenção de acidentes em áreas de grande circulação.

Orientação que salva

Técnicos que estudam o tema avaliam que a sinalização tem papel fundamental para organizar o fluxo de pessoas e tornar a circulação mais segura. Segundo o especialista em trânsito Márcio Dias, as placas funcionam como um instrumento de orientação tanto para ciclistas quanto para pedestres, reforçando informações que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia.

“Elas informam as regras que precisam ser observadas e respeitadas. Um exemplo é indicar a velocidade máxima permitida na ciclovia e orientar o pedestre a olhar para os dois lados antes de atravessar. Esse tipo de informação ajuda a evitar acidentes”, explica.

O especialista destaca que, em diversos pontos da orla, é comum que pedestres prestem atenção apenas ao fluxo da pista de veículos ao atravessar a rua e acabam esquecendo que a ciclovia também possui circulação própria. Para ele, a sinalização nos locais de travessia contribui para alertar sobre esse cuidado.

Educação para fortalecer a convivência

Além da sinalização, ações permanentes de educação para o trânsito podem fortalecer a convivência entre ciclistas, pedestres e demais usuários das ciclovias. O professor de Legislação de Trânsito e coordenador do projeto Bike Educa, Leandro Macedo, afirma que muitos conflitos registrados nesses espaços estão relacionados ao desconhecimento das regras de circulação.

“O problema do trânsito é, principalmente, de educação. Muitas vezes as pessoas praticam condutas inadequadas porque não conhecem as regras. Quanto maior a informação, maior a possibilidade de convivência segura entre todos os usuários”, afirma.

Para Macedo, a sinalização prevista na nova lei representa um importante reforço na orientação dos usuários, mas deve caminhar ao lado de campanhas educativas que ampliem o conhecimento sobre a legislação de trânsito, incluindo as regras para bicicletas, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos.

Segurança compartilhada

Márcio Dias também defende que haja investimentos contínuos em campanhas de conscientização promovidas pelo poder público. Segundo ele, incentivar o respeito às normas de circulação, aos limites de velocidade e à atenção durante as travessias é essencial para reduzir acidentes e estimular uma convivência mais harmoniosa nas ciclovias.

Com a Lei nº 11.240/26, a expectativa é ampliar a segurança em um dos espaços públicos mais frequentados do estado, oferecendo mais orientação para quem utiliza diariamente as ciclovias da orla fluminense.

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O jornalista Juarez Volotão apresenta o Programa “Falando Francamente Com Você”, de segunda a sexta, às 7h e 30 na Nossa Rádio 102,5 FM e também escreve para O Dia Búzios.