A gestão do prefeito Carlos Augusto Carvalho Balthazar passou a enfrentar novos questionamentos após uma contratação milionária da Prefeitura de Rio das Ostras entrar oficialmente no radar do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). O contrato, avaliado em aproximadamente R$ 38 milhões, destinado a serviços ligados ao trânsito e à infraestrutura urbana, agora está cercado por dúvidas e observações técnicas que podem gerar novos desdobramentos administrativos.
O caso envolve uma contratação ampla para execução de serviços de gestão operacional do trânsito, manutenção semafórica, recuperação e instalação de placas, pintura viária, fornecimento de materiais e apoio operacional nas vias públicas do município.
Inicialmente, o valor estimado ultrapassava R$ 38,7 milhões, mas terminou homologado em aproximadamente R$ 37,6 milhões.
Apesar de não ter determinado a suspensão imediata do processo, a análise técnica identificou pontos considerados sensíveis na estrutura da licitação.
Um dos principais questionamentos gira em torno da decisão de concentrar diversos serviços em um único lote contratual, reunindo atividades diferentes em um só pacote. Na avaliação técnica, essa escolha pode ter reduzido a competitividade e dificultado a participação mais ampla de empresas.
Entre os serviços agrupados estão atividades distintas como operação de trânsito, manutenção de semáforos, sinalização horizontal, sinalização vertical e fornecimento de equipamentos e insumos urbanos.
Outro ponto observado foi a diferença entre o número de interessados e a disputa efetiva durante o processo. Embora 12 empresas tenham apresentado propostas, apenas quatro participaram ativamente da fase de lances, situação que levantou dúvidas sobre o grau real de concorrência.
Também surgiram questionamentos relacionados ao modelo utilizado na contratação. A avaliação preliminar identificou características típicas de serviços permanentes e contínuos, situação que poderá ser analisada de forma mais aprofundada ao longo do processo.
Mesmo diante das observações, o entendimento inicial foi de que uma interrupção imediata poderia gerar impactos operacionais e consequências diretas em serviços considerados essenciais para a cidade.
Agora, a Prefeitura deverá apresentar novos esclarecimentos e responder detalhadamente aos questionamentos levantados durante a análise.
Nos bastidores políticos e administrativos, o caso já começou a gerar repercussão, principalmente pelo alto valor envolvido e pela dimensão dos serviços contratados.
Enquanto isso, o processo continua em andamento e poderá ter novos capítulos conforme a análise avançar.
Por RLagos





