A ex-deputada e comunicadora Cidinha Campos anunciou sua saída do Partido Democrático Trabalhista após cerca de 40 anos de militância na legenda. A decisão foi comunicada por meio de uma declaração pública em tom de desabafo, na qual a política afirma ter se sentido desrespeitada pelo partido.
Segundo Cidinha, o episódio que motivou sua saída foi a exibição de uma peça institucional do PDT em homenagem às mulheres da sigla, na qual seu nome não foi incluído. “Como eu nunca traí o partido, nunca fiz nada errado, sempre fui leal, eu fiquei muito magoada”, afirmou.
A ex-parlamentar também mencionou o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, relatando que ele teria classificado a ausência como um erro. Cidinha, no entanto, disse estar “cansada dos seus erros” e reforçou que sua decisão é definitiva.
Em sua fala, ela ainda fez referência ao legado de Leonel Brizola, histórico líder do trabalhismo no Brasil e fundador do PDT. Para Cidinha, o partido atual se distanciou de suas origens. “Esse PDT, sem Brizola, não me merece. Para mim, o PDT acabou”, declarou.
Apesar do rompimento, Cidinha encerrou sua mensagem direcionando-se aos militantes da sigla com um tom conciliador, afirmando que deseja continuar sendo respeitada e querida, independentemente de seu futuro político.
A saída de uma figura histórica como Cidinha Campos representa mais um episódio de tensão interna no PDT e levanta questionamentos sobre os rumos da legenda e sua relação com quadros tradicionais.






